quarta-feira, 21 de maio de 2014

Lançamento Deuses de Dois Mundos O Livro da Traição


Como gostei bastante do primeiro livro, o Livro do Silêncio, não pude deixar de comparecer à noite de autógrafos que aconteceu em Salvador no shopping Iguatemi na livraria Saraiva. Comprei o novo romance da série, o Livro da Traição, e ainda tirei uma foto com o autor PJ Pereira.

Cosmoética na relação de poder com Wagner Alegretti

quinta-feira, 1 de maio de 2014

canal do yawõ - aceitação

Pra quem não sabe yawõ é quem é novo no santo. Achei esse canal interessante chamado canal do Yawõ que mostra o cotidiano de alguém que é do candomblé. Me identifiquei muito com essa menina, pois também sou adepto só não passei pelas mesmas experiências.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Matinta Pereira – Metalcore folclórico brasileiro

Não sei o porquê coloquei exú e metalcore no youtube, não tinha esperança de encontrar algum resultado, mas encontrei. A banda Matinta Pereira não tem álbum disponibilizado infelizmente, mas suas músicas falam sobre o folclore nacional, uma empreitada super original e que espero dê bons frutos para os membros da banda. Que cresçam na empreitada do Metal.
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quarta-feira, 5 de março de 2014

Tierramystica


Se você acompanha o blog há um tempinho já deve ter percebido que curto bastante Rock devido as postagens musicais daqui. Como noventa e nove vírgula nove porcento dos fãs desse estilo não sou muito chegado em carnaval. Por consequência disso ao invés de estar na avenida ouvindo axé e pagode prefiro curtir um festival que tem aqui em Salvador todo ano nessa época chamado Palco do Rock. Nos quatro dias de carnaval o evento presenteia o roqueiro com várias bandas de vários gêneros, sendo que a maioria é de Metal.

Na terça feira de carnaval, uma das atrações do festival foi a banda gaúcha Tierramystica. O grupo tem um som original que mistura o Heavy Metal com a música tradicional latino americana criando uma atmosférica até meio New Age apesar do instrumental pesado. Confesso que quando vi as flautas e os instrumentos típicos temi que eles fossem eclipsados pelas guitarras, um problema que acontece até em bandas "leves", como em Teatro Mágico, que achei o som do violino meio apagado ao vivo. Pelo contrário, além de não serem escondidos, os som de flautas e instrumentos diferentes são bem nítidos. Da noite o Tierramystica foi uma das bandas que mais empolgou a plateia. Também, com um som bom desse não tem como não agradar. As músicas do Tierramystica em suas letras falam sobre esperança, fé e glória, porém quase sempre com alguma referência a religiões xamãs, culturas indígenas ou a povos pré-colombianos (Astecas e Maias).

 

segunda-feira, 3 de março de 2014

47 Ronins


Muitos podem fazer cara feia ao ver um americano interpretando um samurai, porém, aqui a explicação do porquê disso é convincente. Melhor do que a de O Último Samurai com Tom Cruise, que ao meu ver ficou meio forçada. O personagem de Keanu Reeves, Kai, é um mestiço filho de uma camponesa japonesa e um marinheiro britânico. O garoto ainda bebê é abandonado na floresta dos Tengus e treinado pelas criaturas para ser um formidável guerreiro. Adolescente, Kai foge e acaba sendo adotado por uma família nobre. Além de ser tratado como servo, Kai é discriminado por ter sangue estrangeiro, o que torna sua paixão pela filha do seu mestre bem platônica. Após uma armação o mestre de Kai é morto e seu rival politico arranja casamento com sua filha. Agora, para vingar a morte do seu mestre, Kai e mais quarenta e seis samurais se unem para deter o vilão, que é auxiliado por uma feiticeira.
O filme não tem grandes reviravoltas e sua história é até certo ponto clichê. Tipico filme de aventura fantástico. Se bem que aqui o destaque está no fato do enredo misturar o estilo de cinema americano com o nipônico. Por exemplo, nesse filme você verá os exageros hollywoodianos, mas também verá um final tipico asiático. Enquanto, de modo geral, os americanos são viciados em finais felizes, os japoneses não padecem disso. Pelo contrário, exageram na parte dramática. A relação de Kai com sua paixão é um ponto forte. Se o filme fosse cem por cento hollywood os dois iriam dar um jeito de vencer as barreiras e se amar, nem que fosse por uma noite. Aqui não há isso. Quando japonês coloca um amor impossível ele é impossível mesmo. Não tem como os dois terminarem juntos. Mas isso não significa que não tenham momentos românticos apesar da falta de contato físico. Pode me chamar de piegas, mas a declaração de amor final de Kai achei muito bonita. Tudo a ver com a crença do país que envolve reencarnação.


Sai do cinema satisfeito com o que vi. Tirando a batalha final que achei bem insossa. As melhores partes são as iniciais, até a briga na caverna dos tengus. A história desse longa é baseada em uma história clássica japonesa, só mudando a origem britânica de Kai e os elementos fantásticos que inexistem na original. Um outro ponto positivo do longa foi a utilização de elementos do folclore japonês que no ocidente não são muito divulgados como os tengus, o kirin (o monstro que os samurais caçam no início) e a relação da bruxa com os seus cabelos.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

The Cat Lady

Apesar de não mais jogar videogame, há alguns canais gamers que acompanho. Um deles é do Zangado. Pode parecer maluco, mas assistir os outros jogando já me satisfaz. Acho até que é mais interessante do que ter o trabalho de comprar o game, instalá-lo e perder algumas horas de jogatina. Hoje em dia os jogos estão mais parecendo filmes e seriados (na maioria das vezes inclusive tendo histórias bem mais criativas e interessantes). Esse é o caso do seguinte game, The Cat Lady. A história do jogo é pesada, a personagem principal é uma mulher que comete suicídio e vai parar no limbo. Nessa dimensão ela encontra uma velha que diz poder fazer com que ela retorne a vida, mas para isso a mulher terá que pagar um preço. No caso matar cinco pessoas que são serial killers. O game é indie, logo a jogabilidade é meio estranha, lembrando os adventures do início dos anos 1990. Para ser sincero o que mais me atraiu no vídeo foi a história e a fala do dono do canal, o Zangado. Inclusive ele explica o porquê do nome do game, que é o nome de um transtorno.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

TVCChannelNews - Depressão

O povo, de modo geral, não entende muito problemas "não físicos", por isso a maioria gosta de culpar a vítima. O que tem de gente achando que depressão é resultado de fraqueza não é brincadeira. O preconceito atinge não só o opressor, mas também o próprio portador. Muitos ficam "curtindo" sua depressão recusando passar por tratamento, pois acompanhamento psicológico ainda é visto como "coisa para maluco".

O TVCChannelNews é um canal no youtube criado por um psicologo. Como a maioria das discussões onde um psicologo está na frente, o papo é super interessante. Em cada vídeo o autor aborda um tema diferente. Alguns deles podem até gerar polêmica. Como, por exemplo, um em que ele explica o surgimento da personalidade de uma forma que exclui qualquer participação não física. O chato desse vídeo é que notei alguns espiritualistas revoltados no comentário. Ninguém é obrigado a acreditar em nada, por isso espero que o pessoal aqui do blog consiga separar as coisas e retirar do canal o que nele há de melhor. Não precisamos ter a mesma crença para aprendermos uns com os outros.

 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Desafio Literário - Contos de Tarô

Como já dito por mim anteriormente, um dos meus passatempos é escrever. Por isso eu gosto de participar dos desafios literários propostos no site Entre Contos. Cada mês o site propõe um desafio diferente, sendo a inscrição livre e gratuita. Para participar basta respeitar algumas regrinhas do site. O último desafio foi com a temática Tarô. No link abaixo você será levado até a página onde minha história foi publicada. "Reunião Entre Amigos" é o nome dela. Nesse conto, um grupo de quatro amigos se reúnem em um sábado a noite para passar o tempo jogando RPG, assistindo filme, conversando e, por fim, lendo o futuro através do tarô. Se você quiser me ajudar a ganhar o desafio votando em minha história, eu agradeço.


 LEIA O CONTO AQUI

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Médiuns da Ficção - The Sorrow (Metal Gear Solid)


Uma das culturas que admiro muito é a asiática, mais especificadamente a japonesa. Lá o espiritismo de Alan Kardeck não é divulgado, mas em seu lugar há outras religiões que possuem um raciocínio parecido. Ou seja, que possuem conceitos como reencarnação, mediunidade, projeção astral e encorporação. Só mudando as regras de como isso ocorre, se não me engano. Outra característica interessante desse povo, é que as artes marciais são muito valorizadas. Aqui muitos podem enxergar apenas como briga e violência, mas lá há um enorme respeito. As artes marciais são vistas como filosofia e modo de vida, muito mais do que simplesmente sair por aí batendo na cara dos outros. Isso faz com que na Ásia o estilo de luta seja muito importante. Em filmes de heróis marciais como o de Jackie Chan o poster de divulgação veiculado no oriente é completamente diferente da do ocidente. Por exemplo, me lembro  ter visto em um desses posteres escrito bem grande: "Muay Thai Tailandês Vs Muay Thai Chinês". Para o asiático ver esses dois estilos diferentes se confrontando é o maior chamariz do filme. Aqui, no ocidente, colocar uma propaganda dessa não faz sentido. Já que só praticante ou entusiasta se importa com isso aqui. Só para ilustrar, na Ásia as artes marciais são tão importantes que elas aparecem onde menos se espera. Um conhecido meu foi participar de um concurso de programação na Tailândia. Os jornalistas tiravam fotos dos participantes para colocar em jornais e propagandas e pediam para que eles fizessem pose de luta. Lá, qualquer que seja a competição, é comum os participantes tirarem fotos fazendo pose de lutador. Mais ou menos como as telinhas de Vs, em jogos de luta como Street Fighter.



Metal Gear Solid, simplificando bastante, é um jogo de espionagem que tem tudo o que japonês gosta: ninja, robô gigante, luta marcial, pessoas com poderes exagerados... Apesar desses elementos "surreais", a história dessa série é super interessante e, de certo modo, realista. Esse jogo você pode jogar de duas maneiras, de modo superficial cumprindo missão feito um zumbi, ou prestando atenção nas ideias que o autor está querendo transmitir. Alguns assuntos são tão aprofundados que algumas partes eu só entendi porque antes eu havia assistido um documentário que falava sobre grupos mercenários que agem na África e Oriente Médio. Além de uma boa história, o jogo traz uma bela critica a indústria da guerra. Mas, deixando isso para lá, essa postagem foi feita para falar de um personagem que aparece no segundo jogo da série. O soldado The Sorrow. Apesar de não ter habilidade marcial nenhuma, é um dos melhores do seu pelotão. Dotado de mediunidade, ele incorpora guerreiros mortos e com eles adquiri suas habilidades marciais. Receber espírito para dar mensagem de apoio a familiares? Que nada! Ele quer é descer o sarrafo nos seus inimigos. Um personagem desses é bem japonês. Unindo duas coisas importantes da cultura local em suas características.


Finalizando, e fugindo quase que completamente do assunto da postagem, ao ver comentários sobre o livro Deuses de Dois Mundos percebi que tem religioso que chega a se sentir ofendido quando sua crença é usada em uma obra ficcional. Como se isso fosse diminui-la. Eu não compadeço desse mal. Até porque gosto de criar minhas próprias historinhas. Mesmo o enredo sendo feito para o entretenimento é quase impossível o autor não colocar na aventura as coisas que ele ama e que para ele são importantes. Não dá para criar uma história sem que você coloque uma parte sua nela. Muitos colocam entretenimento como futilidade. E de certo modo é, você pode muito bem viver sem ele. Porém, em alguns casos ele tem a função de não só entreter, mas passar uma mensagem. E ao se divertir, distraída, uma pessoa é muito mais receptiva a mensagem do que sendo obrigada a ouvi-la. Isso pode ser usado para os dois lados, mas no caso do romance acima citado ao meu ver foi super positivo. Até eu, que sou "macumbeiro", aprendi coisas que nem eu mesmo sabia da minha própria religião. Imagina o leigo, que na maioria das vezes só tem como fonte informações imprecisas e falaciosas.